O Estado que já chegou a exportar 380 toneladas de lagosta, hoje só produz 36%
Por Virgínia França
A produção da lagosta no Rio Grande do Norte vem caindo a cada ano, o
que tem gerado queda nas exportações, já que 90% da produção de lagosta
é encaminhada para a exportação. Em janeiro à novembro de 2013, período
em que o produto pode ser comercializado, foram exportados 138,981
toneladas, cerca de R$ 4,370 milhões em receita foi gerado para o
Estado. Robson Santana lista fatores que geram a queda de produção da lagosta no RN (Foto: Cláudio Abdon)
Este número de exportação representa a menos da metade do que já foi
exportado pelo Estado. Em 2008, foi exportado 380 toneladas de lagosta
potiguar. Nos anos seguintes, a quantidade de toneladas exportadas caiu
consideravelmente, chegando a 129 toneladas em 2010. Em 2012, foram
exportadas 111 mil quilos de lagosta.
“Se eu não proteger bem a espécie, não vai ter um bom estoque. Então,
com a queda de produção, perde renda para o Estado, mas havendo o
respeito ao defeso, aumenta a produção de lagosta”, declara Robson
Santana, agente de fiscalização do Ibama. O defeso deste ano é sentido
daqui a quatro anos, tempo necessário para o crustáceo ficar com um
tamanho ideal.
O agente de fiscalização do Ibama também aponta como motivo da queda
da produção da lagosta a qualidade do produto, causado pela contaminação
ao meio-ambiente e a captura do crustáceo no tempo e de maneira
incorreta. Esses fatores estão diretamente relacionados ao preço do
produto, comercializado hoje à R$ 40 o quilo.
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