Um motociclista morreu depois de ser atingido no pescoço por um cabo de
aço esticado por um guincho no meio de uma avenida por que transitava em
Jaboticabal(SP). José Aparecido Ferreira, de 25 anos, chegou a ser
levado para o pronto-socorro da cidade, mas não resistiu. Imagens
registradas por um morador que acompanhava o trabalho de remoção de um
caminhão flagraram o momento em que a vítima se chocou com o cabo e caiu
do veículo. O acidente foi registrado na quarta-feira (4).
A Polícia Civil instaurou inquérito por homicídio culposo – quando não
há intenção de matar - para apurar a responsabilidade da empresa de
guincho, que, segundo registro feito pela Polícia Militar, não
interditou a via para impedir o tráfego enquanto o caminhão era
removido. A proprietária da empresa, que é de Araraquara (SP), informou
que o local estava sinalizado.
De acordo com a PM, o guincho estava esticado e interceptando o tráfego
na Avenida Maria Perecin Mônaco, no Jardim das Rosas, para a retirada de
um caminhão caído em uma ribanceira. As imagens mostram Ferreira, que
não teria visto o obstáculo porque o local não tinha sinalização,
segundo a Polícia Militar, indo ao encontro do cabo de aço sem frear.
Em seguida, ele sofre um impacto na região do pescoço e do tórax e cai
da moto. O vídeo também mostra uma pessoa colocando cones em dois lados
da avenida para isolar o trecho momentos depois do acidente.
Inconsciente, o motociclista chegou a ser levado para receber
atendimento médico no pronto-socorro municipal, mas morreu. A Polícia
Científica foi chamada a comparecer na avenida para apurar o acidente.
De acordo com o delegado Oswaldo José da Silva, o laudo da perícia deve
orientar o trabalho da Polícia Civil nos próximos dias. Um inquérito
policial para apurar um homicídio culposo – quando não há intenção de
matar - foi instaurado e deve ser concluído em 30 dias, segundo Silva.
“O funcionário do guincho deveria ter tomado algumas providências com
relação à segurança da sua prestação de serviço para evitar um acidente.
Se não tinha nenhuma sinalização ou se ele não tomou nenhuma
providência junto aos órgãos competentes, no sentido de redirecionar o
trânsito daquele local, ele agiu com imprudência, com negligência. Essa
responsabilidade deverá ser apurada no curso do inquérito”, afirmou.
G1

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