Aumenta procura por locação de imóveis em Tibau

Wilson Moreno
Proximidade do mar é um dos fatores que conta na hora de escolher um imóvel para o veraneio
Para muitos mossoroenses, a proximidade da alta estação anuncia a ‘mudança’ para a cidade de Tibau. Com a migração típica do período de Réveillon e veraneio, a procura por casas no litoral aquece o mercado imobiliário mossoroense.
De acordo com o diretor comercial de uma das imobiliárias da cidade, Júlio Nogueira, a procura pela locação de imóveis na cidade litorânea existe o ano todo, mas é a partir de outubro que ela se intensifica. Tanto os proprietários de imóveis estão buscando as imobiliárias para disponibilizar suas propriedades para locação, quanto os veranistas já demonstram o interesse nas residências. A maioria das pessoas quer alugar um local para o período que vai de dezembro ao início de fevereiro.
Júlio Nogueira comenta que o valor do contrato para locação por temporada varia de acordo com o tipo de imóvel, mas vai de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
O corretor de outra imobiliária da cidade, Fabrício Pereira, confirma o aumento na procura. Segundo ele, desde o final de novembro a locação de imóveis na cidade praieira está aquecida. Nessa imobiliária, o valor também varia de acordo com o imóvel e com critérios como casa em terreno aberto ou propriedade em condomínio fechado, por exemplo, podendo custar de R$ 3 mil a R$ 4 mil mensais ou R$ 7 mil a R$ 8 mil por temporada.
Willenyldo Barreto, proprietário de outra imobiliária, diz que a procura é aquecida em meados de novembro e vai até o carnaval. Ele concorda que os preços variam, mas diz que existem casas boas disponíveis para locação por R$ 5 mil a R$ 6 mil por temporada.
Júlio Nogueira comenta que, por incrível que pareça, a maioria de seus clientes não prioriza o tamanho do imóvel, mas a localização, eles preferem casas próximas às praias e aos locais de festas. Em seguida, elegem critérios como tamanho do terreno, que indica quantos carros podem ser estacionados.
Já para Willenyldo Barreto, o tamanho da residência importa, sim, pois isso depende muito do que o locatário pretende. Ele comenta, por exemplo, que possui cliente na Paraíba que reúne toda a família para passar o veraneio no litoral potiguar e que, por isso, precisa de uma casa ampla. Outro critério é a proximidade do mar, mas tudo varia de acordo com o perfil do cliente se ele quer descanso ou badalação, entre outros objetivos.
Antes de assinar o contrato, porém, alguns critérios devem ser levados em consideração. Júlio Nogueira alerta para a importância de observar a qualidade do imóvel e de o mesmo estar com as contas de água e energia quitadas. Ele explica que até a data da assinatura do contrato o pagamento dessas despesas é de responsabilidade do proprietário da residência. Mas o locatário é quem se responsabiliza por essas despesas desde o momento da assinatura do contrato até a devolução das chaves. Outro cuidado para o qual Júlio Nogueira chama a atenção diz respeito à segurança. As pessoas devem observar se as casas não são muito isoladas do restante da cidade. Ele também orienta que os locatários procurem uma imobiliária com experiência no mercado.
Fabrício Pereira reforça o conselho de Júlio Nogueira e acrescenta que tanto locadores como locatários devem estar atentos às cláusulas do contrato. O documento é elaborado pela imobiliária e conta com especificações como a necessidade de devolver o imóvel nas mesmas condições em que recebeu. Mas o proprietário do imóvel pode acrescentar suas exigências. Além disso, ele argumenta que quem coloca a residência disponível para localização deve estar atento para não correr o risco de não receber. Ele explica que a imobiliária faz uma triagem sobre os interessados, mas é o proprietário quem tem a decisão final.
Willenyldo Barreto reforça a necessidade de atentar para a conservação da propriedade, tendo em vista que muitos proprietários só fazem reforma nas casas próximo à época de alugá-las. Ele também chama a atenção para a importância de um check list, que visa enumerar os itens inclusos em um laudo de vistoria, documento anexado ao contrato que oferece segurança tanto para o locador como para o locatário. Isso permite ainda verificar o funcionamento desses itens.

VENDAS - Embora em menor proporção, as vendas também aumentam. “É muito melhor para a gente”, comenta o gerente comercial de uma das imobiliárias da cidade, Gledson Moura. Os preços também variam. Gledson Moura conta que já agenciou casas cujos valores variam de R$ 80 mil a R$ 600 mil.
Ele comenta que a empresa trabalha apenas com venda de imóveis, mas admite que a maior parte das pessoas que liga para a imobiliária está em busca de locar um imóvel para a temporada, demanda que corresponde a cerca de 80% a 90% das ligações.
 GAZETA DO OESTE

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