Áreas de embarcações afundadas seriam usadas para prática de mergulho.
UFRN e Seturde apresentarão proposta nas próximas semanas.
De acordo com o oceanógrafo e analista ambiental do Ibama, Luiz Eduardo Bonilha, embarcações afundadas podem se converter em excelentes pontos de mergulho desde que devidamente preparadas com a eliminação de combustíveis, contaminantes e outros materiais perigosos. Localidades como Recife, Fernando de Noronha, Abrolhos e Bombinhas se beneficiam amplamente de naufrágios.
no Potengi e em Areia Branca (Foto: Fred Osório)
O analista ressalta que se não forem organizados, a pesca e o turismo de mergulho podem se conflitar e até causar acidentes. “Precisamos definir com critérios muito sérios onde serão os afundamentos, como será seu regime de uso e as possíveis implicações socioambientais desse tipo de empreendimento. Aparentemente todos podem sair ganhando, mas se não houver cuidados e regramentos, todos podem perder”, alerta Bonilha.
Quanto às embarcações disponíveis para o afundamento, o oceanógrafo lembra que existe uma grande quantidade de barcos abandonados às margens do rio Potengi e também no município de Areia Branca, na região Oeste do estado. “É um nobre fim para barcos que estão apenas poluindo tanto o ambiente quanto a paisagem do Potengi. Depois de limpos e corretamente naufragados vão servir para abrigar novos ecossistemas marinhos e ainda estimular uma atividade econômica sustentável”, esclarece.
A Seturde e a UFRN ficaram responsáveis por apresentar um projeto conjunto para a criação do Parque dos Naufrágios. Com essa proposta, o Ibama informa que poderá ser aberto um pedido de licenciamento ambiental. A superintendência do Ibama em Natal vai disponibilizar uma equipe composta por três oceanógrafos, três engenheiros de pesca e um biólogo especialista em peixes recifais para conduzir o licenciamento.
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