Marcilio Browne é o Brasil na decisão do Storm Chase, evento em locais extremos, confirmado apenas com tempestades com ventos de até 100km/h
(Foto: Thorsten Indra / Red Bull Content Pool)
- É legal, pois é um formato diferente de tudo que eu já havia feito. Estamos indo para lugares novos e com toda a estrutura já organizada. Ao mesmo tempo, pode ser um pouco difícil, pois temos que estar sempre de "stand by". Só esperamos entrar uma tempestade em algum dos picos selecionados (Japão, França, EUA, Espanha, Islândia, Irlanda e Tasmânia). Daí temos que chegar no pico em até 48h, claro, com a logística da organização durante a viagem - explicou Marcilio.
- Eles organizam toda a estrutura do evento e nós praticamente só temos que chegar lá e competir. Eles pontuam as melhores ondas e saltos. A adrenalina faz parte, estamos sempre prontos para ir e agora vendo o que passamos nas duas primeiras etapas sabemos que a final não será fácil. Ainda não sabemos quando será a final, estamos aguardando a próxima tempestade, a janela de espera retorna no começo de outubro e daí em diante estaremos em "stand by" - disse o brasileiro.
Desafiando tempestades das quais seres humanos normais desejariam distância, Marcilio também paga um preço pela coragem. Depois de tantas aventuras, já quebrou o pé duas vezes e cortou a cabeça em outras inúmeras situações. A mãe, acostumada, ele confessa, nem se preocupa mais como no começo.
- Ela acha um pouco perigoso mas já esta bem acostumada. Estou viajando e competindo desde os 13 anos, então ela já aprendeu a lidar com isso tudo muito bem. Também, passei por diversas situações, como quebrar equipamento longe da praia e ter que voltar nadando, quebrei o pé duas vezes, bati em fundo de coral e me ralei todo, bati a cabeça na prancha e me cortei. Mas, graças a Deus, nunca tive nada mais sério.
- No Brasil existem vários picos para praticar. Jericoacoara, Ibiraquera , São Miguel do Gostoso... Nunca velejei em nenhuma tempestade no Brasil, mas imagino que no Sul as chances seriam um pouco maiores - frisou Marcilio, que mora em Maui, no Havaí, e ainda não tem filhos para se preocuparem com suas aventuras.
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