Venda de produto pela internet vai
ter de oferecer assistência técnica
Quem
vender produto quebrado pela internet terá de oferecer assistência
técnica ao comprador, e quem prestar informação errada em transações
virtuais pode ter de devolver o dinheiro.
Isso
é o que prevê o decreto que regulamentará o comércio eletrônico no
Brasil, uma das ações do pacote que a presidente Dilma Rousseff lança
hoje para defender o consumidor brasileiro.
O
comércio virtual, uma das modalidades de consumo que mais têm crescido,
não tem hoje uma legislação exclusiva para garantir os direitos do
consumidor.
Os
principais focos do decreto são: forçar a prestação de informações
claras ao comprador, exigir cumprimento de prazos para entrega e fixar
regras claras de pós-venda, como tempo de garantia e troca de produto
com defeito.
Ou
seja: incluir o comércio virtual nas normas do Código de Defesa do
Consumidor, com punições para quem não honrar as obrigações.
Quem
fizer venda pela internet também ficará obrigado a oferecer um canal de
informação pelo qual o consumidor pode entrar em contato, além de
informar o prazo para a resposta e a solução dos problemas.
Na avaliação do governo, além de resolver um vazio legal, é preciso preparar um mercado que registra crescimentos exponenciais.
Segundo pesquisa do Ibope do fim do ano passado, há 94 milhões de internautas no país, incluindo adolescentes e crianças.
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