Presos encerram motim, mas clima é tenso no Núcleo de Custódia em Natal
Detentos negociaram fim de tumulto com a direção do Núcleo.
Unidade está superlotada e internos querem transferência.
Em negociação com a diretora do Núcleo, Tânia Pereira, os presos aceitaram suspender o tumulto, mediante a garantia de transferência, o encontro com familiares e a devolução de um aparelho de televisão, que foi retirado deles nesta quinta-feira (14). Para pressionar ainda mais, eles ameaçaram matar um dos companheiros.
"Os presos acharam que nós tiramos a televisão deles para impedir que eles acompanhassem os telejornais. Como hoje é sexta feira, eles achavam que a gente estava escondendo deles que a transferência foi cancelada. Mas agora eu expliquei a eles que durante o fim de semana pode sim ter transferência. Já colocamos outra televisão no local e vou providenciar a vinda dos familiares. Estamos fazendo acordos para acalmar os ânimos aqui", indicou Tânia Pereira.
Com a chegada da imprensa, os presos se agitaram e ameaçaram matar uns aos outros, usando um deles como alvo. "Eu não tenho nada a perder. Para eu arrancar a cabeça dele é rapidinho", avisou um dos detento, batendo no companheiro e puxando uma camisa contra o pescoço do refém. "A gente arranca a cabeça dele", enfatizou. Imobilizado, a vítima não reagiu aos golpes.
(Foto: Caroline Holder/ G1)
Estrutura
O local está cheio de lixo e insetos. Os presos estão amontoados em um espaço improvisado e inseguro. Apenas uma porta os separa do corredor que dá acesso ao lado de fora do prédio. Durante o motim, os presos bateram nesta barreira, na tantativa de derrubá-la. Para conter o tumulto, os agentes da Polícia Civil pediram apoio à Polícia Militar, que contornou a situação.
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