Ministério Público pede afastamento de delegado-geral do RN
Segundo o MP, faz-se necessário o afastamento temporário do delegado-geral da Polícia Civil do RN, Fábio Rogério da Silva, para que as decisões judiciais sejam cumpridas. "Eu pedi o afastamento do delegado-geral em razão do descumprimento, há mais de seis meses, das decisões judiciais. É um afastamento parcial. Nós queremos um interventor com a finalidade específica de fazer cumprir a ordem emanada pela Justiça. Ele pode continuar com as outras funções do cargo", explicou o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra.
“Eu acho isso um absurdo. Em nenhum momento descumprimos a ordem judicial. Já estamos cumprindo na íntegra a decisão do juiz Cícero Martins. O Núcleo de Custódia da Cidade da Esperança não está recebendo mais nenhum preso. Até domingo, todos aqueles que estão neste núcleo serão transferidos para as unidades determinadas pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC)", rebateu o delegado-geral Fábio Rogério.
Junto com o afastamento temporário do delegado-geral, o MP requereu o bloqueio de recursos públicos da ordem de R$ 5 milhões, relativos a multas vencidas e aumento de outras já fixadas. "Esta multa coube ao Estado, porque ele foi incapaz de cumprir uma decisão judicial", enfatizou o promotor.
"A Polícia Civil tem que prender, investigar, e não administrar os presos. Isso é papel do Estado, que precisa urgentemente assumir esta responsabilidade no RN. À Polícia Civil não cabe a custódia dos presos. Os agentes não podem deixar de trabalhar para tomar conta de detento", enfatizou Wendell. (G1/RN).
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