Rosalba sofre derrota e terá que se submeter à Assembleia
O
governo Rosalba Ciarlini sofreu sua maior derrota na tarde desta
quarta-feira, ao ver-se sem poder e prestígio junto ao Poder Legislativo
para aprovar matérias de seu interesse. O mais significativo estrago na
gestão foi ocasionado pela diminuição da margem de remanejamento do
orçamento dos atuais 15% para 5%. Na prática, significa que o governo só
poderá modificar a destinação de recursos orçamentários até a monta de
R$ 570 milhões – ou 5% do valor total do Orçamento Geral do Estado (OGE)
para o ano de 2013, que será no valor global de 11,4 bilhões.
A
diminuição da margem de remanejamento foi proposta através de emenda do
deputado estadual Fernando Mineiro (PT), acatada pela Comissão de
Fiscalização e Finanças da Assembleia e encartada no relatório que foi
aprovado ontem. Contudo, sua aprovação só foi possível graças à atitude
do PMDB, que ontem saiu do discurso para a prática no que diz respeito a
ser oposição ao governo estadual potiguar.
Para
além da diminuição da margem de remanejamento, os deputados também
desconsideraram projetos importantes do governo, como o que autorizava o
Estado a contratar crédito no valor de R$ 615 milhões junto ao Banco do
Brasil; o que alterava a alíquota do imposto de transmissão de causa
mortis e doações de quaisquer bens e direitos; o que alterava o plano
plurianual do quadriênio 2012/2015; e o que previa a descentralização de
créditos orçamentários.
O
secretário de Comunicação do governo, Alexandre Mulatinho, disse que os
projetos precisavam ser aprovados porque deles dependem a viabilização
de obras importantes e urgentes, como o pró-transporte, conclusão de
obras do Campus da UERN, recuperação de malhas viárias e construção do
Hospital de Trauma em Natal. Destacando que tais projetos terão de ser
apreciados novamente "o mais breve possível", o secretário confirmou que
o governo deverá fazer uma convocação extraordinária para reverter o
desastre.
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