Ministro da Justiça declara que prefere
a morte a ficar na cadeia no Brasil
Ao
classificar de "medievais" os cárceres do sistema prisional brasileiro,
o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), declarou, na tarde de
ontem, durante evento sobre segurança com empresários em São Paulo, que
prefere a morte a ficar na cadeia no Brasil. "Se fosse para cumprir
muitos anos na prisão, em alguns dos nossos presídios, eu preferiria
morrer". Em seguida, Cardozo ressaltou que "não há nada mais degradante
para um ser humano do que ser violado em seus direitos humanos."
As
declarações, que provocaram constrangimento no governo federal, foram
feitas após o ministro ser questionado se era a favor da adoção da pena
de morte e da prisão perpétua no país. "Os seres humanos, quando não são
tratados como humanos, se sentem injustamente violentados." As
afirmações do ministro ocorrem justamente no momento em que uma onda de
violência atinge São Paulo. Desde o início do ano, 93 policiais foram
mortos. É forte a suspeita de que as ordens para os ataques tenham sido
dadas por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital
(PCC), que cumprem pena nas prisões paulistas.
Com informações do Correio Braziliense
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