
O benefício às emissoras que veiculam o horário eleitoral obrigatório é garantido pela legislação eleitoral
Dyelle Menezes e Marina Dutra - Do Contas Abertas
As
mordomias dos partidos políticos vão além dos R$ 867,56 milhões
destinados ao Fundo Partidário, valor três vezes maior que o do passado.
As agremiações políticas também não pagam as propagandas políticas
exibidas mesmo em anos sem eleições. Em 2015, por exemplo, a isenção
fiscal para essa atividade vai somar R$ 281,3 milhões.
O
benefício às emissoras que veiculam o horário eleitoral obrigatório é
garantido pela legislação eleitoral (Lei 9.504/2007). O valor deduzido
em imposto de renda corresponde a 80% do que as empresas receberiam caso
vendessem o espaço para a publicidade comercial.
Enquanto
as emissoras arcam com 20% dos custos, é como se cada brasileiro
pagasse, indiretamente, R$ 1,13 para receber informações sobre
candidatos e partidos políticos no rádio e na TV. Entre 2002 e 2014, R$
5,2 bilhões deixaram de ser arrecadados pela União por conta das
deduções fiscais, em valores correntes. Só no ano passado, a isenção foi
de R$ 840 milhões.
O
valor de 2015 converge com o de outros anos em que não ocorreram
eleições. Em 2013, R$ 296,1 milhões foram destinados para a isenção para
as propagandas. No exercício de 2011, o governo deixou de receber R$
210,5 milhões para isentar as empresas de comunicação.
A
isenção concedida às empresas de rádio e televisão é uma das mais altas
na lista da Receita. Este ano, supera, por exemplo, os benefícios
tributários com o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da
Pessoa com Deficiência (R$ 173,6 milhões). Até 50% das doações e 40% dos
patrocínios são deduzidos do imposto de renda das empresas que
participam de ações e serviços de reabilitação da pessoa com
deficiência, previamente aprovados pelo Ministério da Saúde.
Leia mais:Horário eleitoral "gratuito" vai custar R$ 281,3 milhões em 2015
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