
"Esse aumento é um absurdo. Já teve aumento nos combustíveis no final de 2014 e agora aumentaram de novo. À primeira vista são só alguns centavos, mas se considerarmos o gasto por mês essa mudança vai acabar levando uns R$ 30 a mais, fora que ainda aumentou o preço de muitas coisas. O aumento do salário mínimo não vai cobrir o rombo pelo encarecimento das coisas", disse o cabeleireiro Jhonyalisson Dias.
A elevação no PIS e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), cobrados sobre os combustíveis, foi apontada pelo Governo Federal como medida necessária para equilibrar as contas públicas. A medida deve aumentar a arrecadação tributária em até R$ 12,18 bilhões este ano.
Em maio, um novo imposto deverá ser aumentado pelo Governo Federal, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que até lá PIS e Confins deverão ser reduzidos, conforme a economia e o mercado evoluam.
Nos postos, funcionários afirmaram não terem sido comunicados sobre o aumento até o domingo, quando tiveram de zerar e ajustar as bombas para os novos valores dos combustíveis, além de reescrever as placas indicadoras de preços na entrada dos postos.
"Nunca nos avisam antes. Sempre que tem aumento nos falam no mesmo dia e temos que correr para ajustar tudo já para a manhã seguinte. Já cheguei a ficar a noite toda organizando tudo da outra vez que subiu o preço da gasolina", disse uma frentista que não quis ser identificada temendo represálias.
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