
Mesma pesquisa divulgada em 2014, destacou Natal na 12ª colocação
Por Jornal de Hoje - Foto: José Aldenir
Que
a segurança no Rio Grande do Norte está longe do ideal, isso os
potiguares já sabem e sentem na pele. Não bastasse isso, agora, o mundo
inteiro está ciente dessa violência que assola o Estado, principalmente
em Natal. Em uma pesquisa divulgada esta semana pela ONG (organização
não governamental) Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça
Penal, do México, a capital potiguar aparece em 11º no ranking das
cidades mais violentas do mundo, levando em consideração o número de
homicídios para cada 100 mil habitantes em 2014.
Segundo
os dados, Natal teve 931 homicídios em 2014, uma média de 63,68 para
cada 100 mil habitantes. Na mesma pesquisa divulgada no início do ano
passado e levando em consideração o que aconteceu em 2013, a capital
potiguar aparecia em 12º, com uma taxa de 57,62.
No
Brasil, Natal aprece na 5ª colocação, atrás apenas de João Pessoa-PB,
com média de 79,41 (4ª colocação no ranking mundial), Maceió-AL, com
72,91 (6ª colocação no ranking mundial), Fortaleza-CE, com 66,55 (8ª
colocação no ranking mundial) e São Luís-MA, com 64,71 (10ª colocação no
ranking mundial). Vale lembrar que nesse estudo a ONG considerou também
os homicídios acontecidos na Região Metropolitana dos municípios.
Pelo
4º ano consecutivo, a cidade hondurenha de San Pedro Sula, com uma taxa
de 171,20 homicídios por cada 100 mil habitantes, ocupou o primeiro
lugar entre as 50 cidades (com 300.000 ou mais habitantes) mais
violentas do mundo. Em 2014, como em 2013, Caracas e Acapulco ocuparam
as posições 2 e 3, com taxas de 115,98 e 104,16 homicídios por cada 100
mil habitantes, respectivamente.
Saíram
de 2014 as seguintes cidades que apareceram em 2013: Santa Maria
(Colômbia), San Juan (Puerto Rico), Maracaibo (Venezuela) e Puerto
Príncipe (Haiti). Essas quatro cidades tiveram taxas inferiores à de
Cuernavaca (25,45 homicídios por cada 100 mil habitantes), que ocupou o
50º lugar. Entraram no ranking de 2014 as cidades brasileiras de
Teresina, Porto Alegre e Curitiba e a cidade mexicana de Obregón. As
diminuições mais significativas foram nas cidades colombianas e
mexicanas. A maior redução ocorreu em Torreón (49%), ao passar de uma
taxa de 54,24 em 2013 para 27,81 em 2014.
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