Resultado das análises de amostras foi divulgado nesta semana pela UERN.
Animais encalharam em setembro do ano passado no litoral Norte do estado.
Baleias encalharam na praia de Upanema, em Areia Branca (Foto: Carlos Júnior/VC no G1)
A absorção de metais pesados foi a causa do encalhe de 30 golfinhos da
espécie falsa-orca no ano passado na praia de Upanema, em
Areia Branca, no litoral Norte do
Rio Grande do Norte.
O resultado dos exames feitos em laboratórios do RN e Rio de Janeiro
foi anunciado nesta semana pelos integrantes do projeto Cetáceos da
Costa Branca, que é vinculado à Universidade Estadual do Rio Grande do
Norte (UERN). O encalhe aconteceu no dia 22 de setembro do ano passado.
Depois de apresentar um vídeo gravado durante a operação que conseguiu
devolver ao mar 24 dos 30 golfinhos encalhados, o coordenador do projeto
Cetáceos da Costa Branca, Flávio Lima, anunciou a conclusão das
análises feitas em amostras dos animais mortos. De acordo com o
professor, os exames apontaram que os golfinhos haviam sido contaminados
com mercúrio e metal. Os materiais baixaram a imunidade dos animais,
provocando a proliferação de parasitas no
intestino
e na cabeça.
“Com a imunidade baixa, os parasitas que geralmente ficam no
intestino
do animal, migraram para uma reunião da cabeça conhecida por 'bulas
timpânicas", que serve para o animal ter uma orientação espacial.",
explica o coordenador. Com isso, os golfinhos ficaram desorientados e
perderam o rumo, encalhando na praia de Upanema. O professor acrescenta
que os golfinhos estavam com 20 vezes mais mercúrio no sangue do que os
padrões internacionais estabelecidos.
O índice de salvamento em caso de encalhe coletivo chamou a atenção
pelo fato da média internacional ser de 20%. Com a conclusão das
análises, os biólogos do projeto Cetáceos da Costa Branca pretendem
produzir artigos científicos para serem apresentados em eventos fora do
país.
Filhote de falsa-orca morreu ao lado da mãe na praia de Upanema (Foto: Divulgação/PM)
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