Pistola foi apreendida nesta quinta (13) com torcedores do América-RN.
Delegado afirma que já requisitou a arma para exame de balística no Itep.

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Guilherme Kioto, como é mais conhecido, foi assassinado a tiros na noite da terça-feira (11) em uma lanchonete de açaí no bairro de Nova Parnamirim, na Grande Natal. Os suspeitos são dois homens que fugiram numa motocicleta. Segundo o delegado Frank Albuquerque, que investiga a morte do lutador, a arma foi requisitada para que seja feito um exame de microcomparação balística pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep).
Com os torcedores do América, suspeitos de envolvimento na morte do adolescente Flávio Augusto da Costa Leandro, de 17 anos, assassinado em novembro do ano passado na zona Sul da capital, foram apreendidas três armas, sendo uma delas uma pistola calibre 380. Esta última, ainda de acordo com o delegado, do mesmo calibre da arma usada no assassinato de Guilherme Kioto. "Temos essa informação e já solicitamos a arma para que seja feita uma perícia", confirmou o delegado Frank Albuquerque. O resultado deve sair nos próximos dias.
Ainda de acordo com o delegado, a pistola teria sido alugada para matar Kioto. "A princípio a informação é essa. Não é possível dizer ainda quem efetuou os disparos, mas a arma pode ser a mesma e teria sido alugada", disse o delegado. "Se for comprovado que é a mesma arma, daremos um passo importante para chegarmos ao autor dos disparos", ressaltou.

(Foto: Arquivo Pessoal )
O delegado Frank Albuquerque trabalha com duas linhas de investigação até o momento. A primeira é de vingança. Segundo ele, Guilherme Kioto teria se envolvido em uma briga em uma boate localizada na praia de Ponta Negra, na zona Sul da capital. “Nos disseram que o Guilherme, juntamente com outro lutador, agrediram o filho do dono desta boate”, afirmou. “Essa briga pode ter motivado o crime. É uma possibilidade que já estamos apurando”, confirmou. Gilson Matos Rodrigues, irmão de Kioto, não acredita nas suspeitas da Polícia Civil. "Sabia tudo da vida do meu irmão. Era um cara que não se envolvia. Não temos ideia do que aconteceu", afirmou ao G1.
Ainda segundo Frank, a segunda hipótese vem da vida pregressa da vítima, uma linha de investigação que não pode ser descartada. “O Guilherme já foi envolvido em furtos de toca CD e toca fita de carro. Isso foi há alguns anos, mas também é algo que temos que considerar”, ressaltou.
O crime
Guilherme Kioto foi atingido por tiros de pistola calibre 380 em uma lanchonete de açaí que fica na avenida Ayrton Senna, em Nova Parnamirim. Os suspeitos fugiram em uma motocicleta. O crime aconteceu no final da noite desta terça-feira (11). Guilherme ainda foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada desta quarta (12) no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho.
Segundo informações do sargento Reinaldo Santos, do 5º Batalhão da PM, um dos suspeitos estava encapuzado. "Ele saltou da moto e foi de encontro à vítima. Chegou perto e efetuou os disparos", relatou o policial. O sargento disse ao G1 que Guilherme estava acompanhado de um grupo de amigos da academia Pitbull Brothers, onde treinava.
Caso Luiz de França

em Natal (Foto: Luiz de França/Arquivo pessoal)
Na manhã da segunda-feira (10), o professor e lutador Luiz de França Sousa Trindade, de 25 anos, foi morto na calçada da academia Alta Performance, no conjunto Cidade Satélite, na zona Sul de Natal. O único suspeito até o momneto é o tenente da Polícia Militar Iranildo Félix, que nega participação no crime. O professor de artes marciais Ademir Júnior, conhecido como 'Júnior Sustagen', também foi baleado. Uma das balas atingiu as pernas dele durante o atentado. Em entrevista exclusiva ao G1, o professor disse que teve sorte de não ter se ferido gravemente e pede justiça.
De acordo com o delegado Sílvio Fernando, a polícia trabalha com duas hipóteses. Uma delas é de crime passional. “Podemos estar diante de um crime passional. Temos informações de que o lutador teria se envolvido com a namorada do tenente. Ela ainda será ouvida”, afirmou. A outra suspeita da Polícia Civil é que um desentendimento entre o PM e o lutador de MMA possa ter motivado o crime. A defesa do tenente Iranildo Félix confirma que os dois se desentenderam, mas alega que o caso não foi grave.

(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
O tenente Iranildo Félix afirma que foi alvo de um atentado no final da manhã desta quarta-feira (12). Ele diz que foi perseguido por dois homens em uma motocicleta. A advogada Juliana Melo, que defende Félix, contou ao G1 que o suposto atentado aconteceu logo após o oficial deixar o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), no bairro da Ribeira, onde foi submetido a exame residuográfico. O objetivo do exame é identificar a presença de chumbo nas mãos dele.
“Ontem, quando estava saindo do Itep, ele sofreu um atentado. Tentaram matar ele. Ele contou que foi seguido por dois homens numa moto, que emparelharam com o carro dele. Quando percebeu que o cara de trás colocou a mão na cintura, ele jogou o carro em cima da moto. A moto desviou e foi embora”, disse a advogada.
Ainda de acordo com Juliana, o tenente procurou o comandante geral da PM, coronel Francisco Araújo, e comunicou o fato. O comandante confirmou a informação. “Ele chegou aqui muito eufórico, nervoso. Disse que tinha sofrido um atentado e que queria uma arma e um colete à prova de balas para se defender. Eu o encaminhei para um promotor criminal, que ficou de ouvi-lo”, contou Araújo.
Superdosagem
O comandante geral da PM disse ao G1 que Félix foi socorrido a um hospital particular da cidade após ter ingerido uma alta dosagem de medicamentos. Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou o socorro, o oficial foi atendido na noite de quarta-feira. Araújo disse que o tenente permanece internado nesta quinta-feira (13).
O Samu não revelou que tipo de medicamento o tenente consumiu, nem deu detalhes sobre o estado de saúde dele.
Araújo informou que uma junta médica afastou Félix das atividades policiais há dez meses, em razão de problemas psicológicos.
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