Policiais federais começam paralisação em todo o país

Para esta terça (20), a previsão é que os policiais parem em sete
Estados, entre eles São Paulo. A paralisação deve se estender até o fim
do mês.
Por ora, a emissão de passaportes não deve ficar comprometida uma
vez que os policiais do setor administrativo não aderiram à greve.
Policiais federais dizem que greve não vai afetar entrega de passaportes
"A greve não é uniforme. Cada sindicato define quando e por quanto
tempo vão parar", explicou Jones Leal, presidente da Fenapef (Federação
Nacional dos Policiais Federais).
Os policiais não aceitaram a proposta do governo de reajuste de
15,8% escalonado até 2015, acertado com outras categorias no ano
passado. Também não gostaram da proposta de lei para especificar
atribuições, como cargos de chefia hoje exclusivo de delegados.
Pesquisa feita pela Fanapef, que organiza a paralisação, aponta que
apenas 13,5% dos policiais entrevistados estão satisfeitos com o
trabalho.
Para Leal, os policiais federais representam uma das categorias que
tiveram, proporcionalmente, menor reajuste salarial nos últimos anos. O
salário inicial de um agente ou escrivão é de R$ 7.514. Para o
presidente da Federação, o ideal seria que a remuneração da categoria,
que conta com cerca de 12 mil profissionais, variasse entre R$ 11 mil a
R$ 16 mil.
"Mas essa não é uma questão financeira para o governo, é política",
afirma Leal, explicando que o governo teme ceder para a PF e ter que
reabrir negociação salarial com outras categorias.
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