STF nega recurso e ex-prefeito Flávio Veras pode ir para a prisão

Ex-prefeito Flávio Veras ( no centro) pode acabar preso
Faltava
apenas a análise do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se o
ex-prefeito de Macau, Flávio Vieira Veras, do PMDB, seria preso ou não
por compra de votos. Faltava. Nesta segunda-feira, o ministro Teori
Zavascki decidiu não receber o agravo movido pela defesa do ex-gestor e
devolvê-lo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora, o processo volta
à máxima Corte eleitoral, onde não há mais a possibilidade de recurso, e
a única dúvida que fica é se a decisão será finalmente cumprida contra
Flávio Veras e a mulher, Erineide dos Santos Silva Veras, ou se eles
ainda conseguirão mais alguma ferramenta jurídica para protelá-la.
"O
plenário desta Corte firmou o entendimento de que não cabe recurso ou
reclamação ao Supremo Tribunal Federal parar rever decisão do Tribunal
de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que
haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte", afirmou o ministro, em despacho publicado na manhã de
hoje no processo eletrônico no STF. "Diante do exposto, não conheço do
agravo e determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem a fim de
que lá seja apreciado como agravo interno", acrescentou Teori Zavascki.
Esse
processo que agora chega a seus últimos capitulos não é nada recente.
Em 2005, condenado por compra de voto a três anos e oito meses de prisão
e multa de R$ 10,4 mil, Flávio Veras foi cassado, perdeu o mandato, mas
recorreu, conseguiu se candidatar novamente, venceu e ficou até o final
do segundo mandato evitando a condenação – apesar de ser derrotado em
todas as instâncias possíveis.
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