Lei criada por Walter Alves está engavetada há dois
anos e deputado cobra ação do governo Rosalba

As
pessoas com deficiência visual do Rio Grande do Norte enfrentam um
grave problema ao analisar as contas de água, luz e energia. Elas
simplesmente não conseguem por meios próprios conferir dados simples
como: valor da conta; data de vencimento; valor dos juros e multa por
atraso; e o nome da empresa responsável pela emissão da fatura. Essa
exclusão social já deveria ter sido solucionada com a implementação da
lei estadual 9.287, de 25 de janeiro de 2010, de autoria do deputado
estadual Walter Alves, do PMDB, mas ela está engavetada há dois anos.
De
acordo com a lei, as concessionárias e empresas fornecedoras de energia
elétrica, água e esgoto, telefonia fixa e telefonia móvel devem
fornecer, nas faturas e outros documentos de cobrança, os dados e
informações básicas dispostos em método Braille para facilitar a leitura
por parte das pessoas com deficiência visual. Para isso, as
fornecedoras de serviços poderiam optar pela impressão em todos os
documentos emitidos ou por realizar o cadastramento prévio dos
consumidores que tenham a deficiência.
A
lei não foi colocada em prática porque aguarda uma regulamentação por
parte do Poder Executivo, ou seja, que o Governo do Estado diga as
regras para a norma possa ser colocada em prática. Para o deputado
Walter, quem perde não é o Governo, e sim o Estado uma vez que todos os
deficientes serão beneficiados.
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